terça-feira, 19 de junho de 2012

Combate à falsificação

16/06/2012 - A reportagem do DS, publicada na edição de ontem, mostrou que é preciso agir contra a falsificação. Pelos números obtidos pelo jornal com a Cooper Suzan - cooperativa responsável pelo transporte alternativo de Suzano - ao menos 4 mil passes são falsificados por dia, em Suzano.


Os números são consideráveis e levaram a cooperativa a cobrar das autoridades providências para impedir a falsificação.

No Brasil, lamentavelmente, quase tudo se falsifica. O País possui até a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) - uma entidade que combate e recebe denúncias também fraudes e contrabandos.

Em algumas cidades do Estado, o combate à falsificação de passes, por exemplo, tem mostrado resultados satisfatórios. Em São Bernardo do Campos, no ABC, foi realizada uma força-tarefa para a troca de vales-transporte da SBCTrans, responsável pelo transporte público em São Bernardo.

A falsificação do modelo antigo fez com que a SBCTrans desenvolvesse um novo modelo para evitar cópias. Nos últimos dias, a falsificação se intensificou e chegou a 30% do total de passes em circulação, cerca de 30 mil a 35 mil vales.

O trabalho de investigação está sendo feito há 90 dias com ajuda da polícia.

O que era para melhorar a vida das pessoas e trazer mais comodidade, às vezes se transforma e um grande problema com a falsificação.

Em Suzano, de acordo com o presidente e o diretor da Cooper Suzan, Sérgio Luiz Hernandes Rodrigues e Cleiton Virgilio, respectivamente, individualmente cada permissionário recebe uma média de 20 a 30 passes falsos por dia. Atualmente 137 vans rodam nas ruas de Suzano todos os dias da semana. Isso significa que juntos os operadores pegam 4.110 passes falsos diariamente. Por mês, a quantia sobre para 123,3 mil. Considerando que a passagem no município custa R$ 2,40 o prejuízo mensal é de R$ 295.920.

Então fica a preocupação com a espera de uma alternativa entre a Secretaria de Transportes de Suzano em parceria com a polícia para evitar as fraudes, cuja reportagem de ontem do DS mostrou.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Segundo integrantes do STF, ex-Diretor da Polícia Federal e da ABIN, Paulo Larcerda estaria recolhendo e distribuindo informações contra o ministro Gilmar Mendes; acusado nega

30/05/2012 Claudio Julio Tognolli_247 - O ex-presidente do Supremo, Ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira que são "bandidos" os que passam informações a seu respeito ao ex-presidente Lula. Não são bandidos: é gente bem qualificada, suspeitam os ministros.




O PT teria montado há pouco mais de quinze dias uma central de informações para distribuir, na mídia eletrônica e no twitter, informações contra ministros do Supremo que capitaneiam votos de condenação aos ditos mensaleiros. Participam dessa central, além de redatores midiáticos, um publicitário, dois advogados classicamente aliados ao PT, e de pouco nome na praça.



Mas quatro ministros do STF foram informados que duas pessoas bem manjadas na Polícia Federal estariam levantando dados sobre a mais alta corte do país: o ex-diretor do órgão, delegado Paulo Lacerda, e seu ex-patrão: o advogado Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Ramazzini tem bom nome na mídia: é ele a apontar sempre que 85% dos pirateados que chegam ao Brasil são cópias fabricadas na China.



Na semana passada, três dias antes de Veja eclodir com as diatribes de Gilmar Mendes contra o ex-presidente Lula, Paulo Lacerda estava lá, em Brasília. Era um ouvinte, um teleguiado do PT, para o evento do lançamento de uma publicação no Superior Tribunal de Justiça. Chegou mudo e saiu calado. Foi trajando seu habitual paletó poule de cocq e sapatenis preto. Ficou ao lado de uma cortina, contra a parede. Após dez minutos hirto, numa posição que alguns classificaram de totêmica, teve de fazer enfim o seu solitário "shake hands" da noite: seu outro ex-chefe, o ex-ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos, foi-lhe prestar mesuras. Ficaram lá os dois, como Cosme e Damião, isolados no cenário das cortinas bufantes. Não tinha quem não olhasse.



Paulo Lacerda aufere hoje cerca de RS$ 20 mil mensais como consultor de uma federação do ramo de segurança privada. E também investiu-se com seu ex-patrão, o advogado Ramazzini, na urdidura encomendada pelo PT: levantarem tudo o que podem contra o ministro Gilmar Mendes e contra o PSDB. Mais pra frente, pediu o PT, ficam os dois com o encargo de pegar também o ministro Marco Aurélio, do STF. Esse é o informe coletado pelos ministros. Mas ninguém lhes deu prova material de que tudo isso pode ser verdade.



Uma única vertente é fato: Paulo Lacerda tem Gilmar atravessado na garganta: desde que este conseguiu derrubá-lo da direção da PF. Gilmar brandiu ao ex-presidente Lula a história de um grampo no STF. Caiu Lacerda. O grampo jamais surgiu. Opositores de Gilmar chamam ao episódio de "o grampo sem áudio.



Antes de virar o diretor da PF, sob boa parte da octaetéride de Lula, Paulo Lacerda fazia levantamentos para Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Tal militância fez com que os dois, Lacerda como diretor, Ramazzini como "informante do bem", como era conhecido na PF de São Paulo, fossem responsáveis pelas maiores operações da PF.



Só para lembrar: as operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula. Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010 o número de funcionários da PF pulou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%. Lula botou nas ruas, na maioria das vezes sob Marcio Thomas Bastos, 1.244 operações, o que representa 25 vezes mais do que as 48 tocadas pela PF no governo Fernando Henrique Cardoso.



Não tenha dúvida que Lacerda e Ramazzini foram os czares da maior parte disso. Ramazzini era quem mostrava quais lojas deveriam ser estouradas, quais empresas, quais cervejarias, quais manufaturas e semi-manufaturas. Lacerda agradecia. "Quase tudo já chegava pronto em pastas, entregues na superintendência da Lapa de Baixo, com fotos acondicionadas, dicas, tudo", diz um agente. Ramazzini era um xamã: suas dicas rendiam operações da PF republicana com altas doses de octanagem midiática.



Lacerda e Ramazzini foram também os maiores informantes oficiais do ex-deputado Medeiros, na CPI da Pirataria tocada em 2003. (Confira aqui)



Agora os dois estão de volta, cochicharam aos ministros. Mas há um terceiro elemento que lhes ajudaria, e muito: o ex-superintendente da PF em São Paulo, Jaber Makul Saad –aliás ano passado comissionado como analista-informante judicial adivinhem de que escritório? Do de Márcio Thomaz Bastos.



Gilmar disse ainda que Lacerda tinha como missão lhe destruir.



Em entrevista para o Estadão, Lacerda negou que presta assessoria para o PT e disse que o ministro Gilmar Mendes está desinformado.



EMPRESARIOS ESTÃO PREOCUPADOS COM ESCANCARADO COMÉRCIO DE PIRATAS

02/06/2012Embora ocorram apreensões pela Guarda Municipal, a ação não coíbe o comércio de produtos piratas nas ruas centrais de Bragança Paulista. A venda de cigarros importados ilegalmente do Paraguai, que por longo tempo foi combatida, parece que estar liberada. Os DVDs, CDs e outros artigos pirateados expostos nas paredes do Mercado Waldemar de Toledo Funck, Mercadão, indicam que o comércio está legalizado.


Os comerciantes que reclamam do assédio dos ilegais lembraram no início da tarde dessa sexta-feira, 1 de junho que o chefe da Guarda Municipal, secretário municipal de Trânsito e Segurança Sérgio Pereira da Silva foi um audaz combatente deste prática, mas desapareceu do cenário. “Ele, aliás, recebeu em 2005, em Portugal, uma medalha da Ordem Honorífica Internacional do Descobridor do Brasil “Pedro Álvares Cabral”, com o grau de “Comendador” por agir contra o crime de pirataria”, comentou o empresário.


A venda de cigarros do Paraguai engrossa o número de vendedores irregulares no Centro

Na época Sérgio era diretor presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). A entidade auxiliava as polícias de todas as áreas a desvendar rotas de falsificações, bem como autores e locais de distribuição desses produtos que alimentam o sub-mundo da criminalidade. Quando indagados, os comerciantes do Centro desabafam suas frustrações com a segurança, mas preferem não se identificar por medo de retaliação.

Um comerciante estarrecido com o avanço ousado dos vendedores de artigos pirateados explica que para estacionar nas vagas da Rua Teófilo Leme, Rua do Mercado, a situação continua a mesma de quatro anos antes e que é preciso pedir licença para os vendedores, mesmo com o talão de zona azul nas mãos. É uma contradição: a contravenção legal. O contribuinte que paga toda a estrutura fica à mercê do ilegal e não pode protestar, pois corre risco de ser retaliado”, analisa.

O comércio ilegal está liberado na Avenida Antônio Pires Pimentel, na Rua Nicolino Nacaratti e nas ruas paralelas onde tem maior fluxo de pedestres.





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